segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Não é fácil!

Passou pouco mais de uma semana e olha, não é fácil, hein?! 
Na verdade não sei se é mais fácil furar alguns dias ou mais difícil ir todos. Sempre aparece alguma coisa pra fazer, um detalhe de última hora... E tudo isso se torna desculpa pra faltar menos de meia hora de pedal.

O bom que tudo se torna um motivo a mais pra conseguir...
No total foram 4 dias de pedal.
O primeiro foi o mais dolorido e essa dor não era muscular. Acho que foi alguma coisa dentro de mim despertando, falando: "Ei, o que tá rolando aqui? Esse cara tá extrapolando! Vou fazer ele sentir dor pra parar." Senti e, de fato, parei. Foram 3,3 km no primeiro dia. Poucos, mas bem legais.
O segundo dia foi mais pra ajudar a minha noiva a perder o medo de andar de bike, coisa que ela nunca fez direito, pelo que me contou. Foi nesse dia que resolvi dar um sprint e quase deixei as coxas no caminho.
O terceiro dia também foi com a noiva, fiz uns 2,5 km sem forçar, depois brincamos um pouco com raquetes e bolinha pra tentar melhorar coordenação e tudo mais.
O quarto dia foi o mais legal de todos. Eu sabia que tinha que ultrapassar os 3,3 km do primeiro dia e que, possivelmente, aquela dor voltaria. Dito e feito! Próximo aos 3 km a mesma dor veio, com certa força, foi aumentando e, do nada, sumiu. Não apareceu mais. E aí, consegui completar 5 km pedalando.
É muito legal saber que meu corpo já começou a se readaptar ao exercício, mesmo que isso não tenha sido feito da forma desejada.

O blog veio para eu não esquecer que alguém pode ler e, sendo assim, não posso desistir, não posso mostrar resultados ruins.

E é por isso que estou feliz. Não tanto quanto gostaria, mas estou. A imagem é suficiente. Começou a baixar... E lá vamos nós!

Partiu!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Pra recomeçar

Não é fácil falar de si pra qualquer um. Mas chega uma hora que a gente precisa se sentir apoiado ou um apoio para aqueles que precisam de um empurrão.

Hoje, um ano e dois meses depois de ter descoberto um problema crônico no joelho, estou tentando dar continuidade a vida ativa (e um tanto pesada) que tive há algum tempo.
Sempre fui grande, geralmente acima do peso ideal. IMC? Coisa de 25, 26 na continha que todos conhecemos. Naquele aparelho que passa corrente pelo corpo, algo entre 21 e 22. Ou seja, sempre fui grande, porém com um IMC ideal.
No final de 2013, com 22 anos, cheguei no meu peso mais baixo em 6 ou 7 anos, com 92 kg. Tudo isso por ter aprendido a gostar de correr, o que odiei durante 21 anos da minha vida. Aprendi e, em aproximadamente 8 meses, perdi cerca de 11kg que não foi fácil manter. Por ficar parado no ano seguinte (preguiçosamente), ganhei 6 dos 11 que perdi. 2015 nem tinha começado e veio a notícia do joelho:

"Você está com artrite no joelho, sua única saída é a cirurgia e você nunca mais poderá correr, nunca mais poderá caminhar longas distâncias, quem dirá jogar handebol, futebol, vôlei, tênis, futebol americano ou qualquer outro esporte que te implique em impacto no joelho".

Poutz, me ferrei!

Com 23 anos eu já não podia fazer mais nada. Sempre fui muito competitivo, nunca o melhor nos times que participei e também nunca o pior. Um cara que há dias estava tentando entrar na PMPR, agora não pode nem correr atrás do priminho que quer brincar...
Nem preciso dizer que eu abracei a comida. Comia compulsivamente. Em um ano (hoje) cheguei aos 109,2kg, cerca de 11 kg a mais da época da notícia e 17kg a mais que em 2013.


Ainda assim, o médico me deu a notícia que eu poderia fazer natação ou bicicleta, que não dão impacto e ajudam no fortalecimento da musculatura em volta do joelho. Sempre adorei pedalar, até começar a gostar de correr. Agora, tenho que reaprender, pois é a bicicleta que vai me ajudar a levantar desse tropeço que eu levei.
A bicicleta é da Maria, minha noiva, que passou tudo isso me apoiando e não me deixando desistir de tudo.
Escrevo este primeiro post antes de pedalar pela primeira vez em anos, para que eu sinta a importância desse meu novo hobbie.
Não vai ser fácil atingir a meta que eu me impus, chegar aos 90kg. São praticamente 20kg que eu vou derreter pelas ruas de PG, mas com empenho, quem sabe novas surpresas aconteçam e a minha cirurgia possa ser adiada mais alguns anos.

Partiu!